quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ações integradas de governo

 revitalizam região central do 

Plano Piloto

Em pouco mais de um ano, Setor Comercial Sul ficou mais seguro com o aumento do efetivo policial e a promoção de atividades culturais e melhorias na iluminação pública, entre outras iniciativas

Com ações integradas entre governo e sociedade civil organizada em 2016, o Setor Comercial Sul é o principal exemplo dos resultados da metodologia do Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida. Desde outubro do ano passado, nenhum homicídio foi registrado na área, e crimes como tráfico, uso e porte de drogas diminuíram consideravelmente.
Setor Comercial Sul: Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida tornou a região mais segura.










Setor Comercial Sul: Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida tornou a região mais segura. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
No primeiro caso, os registros passaram de 177, de janeiro a novembro de 2015, para 99 no mesmo período deste ano. Já a quantidade de uso e porte de entorpecentes caiu de 246 para 103.
A secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo, conta que o diagnóstico para que as primeiras medidas fossem tomadas no Setor Comercial Sul começou em agosto de 2015. Com base nisso, foi construída a estratégia aplicada. “Essa ação teve como primeira fase a repressão qualificada. Depois de pacificado o território, entramos com outras ações de Estado.”

Centro Legal revitaliza o Setor Comercial Sul

Segundo Márcia, o primeiro passo foi instaurar a operação Natal Legal, que reuniu 12 órgãos de forma ostensiva na área central do Plano Piloto, de 1° de dezembro de 2015 a 4 de janeiro.
Neuza Brilhante, de 57 anos, é ambulante formalizada.
Neuza Brilhante, de 57 anos, é ambulante formalizada.
 Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília








A iniciativa foi seguida por uma ação permanente, batizada de Centro Legal, que começou em 11 de janeiro e aos poucos se transformou a atual realidade no centro do Plano Piloto, com policiamento comunitário presente, atividades culturais e trabalho diário da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), por exemplo.
Apenas camelôs, como Neuza Brilhante, de 57 anos, são autorizados a vender seus produtos em áreas públicas, em datas pré-determinadas. Há cerca de seis meses, a vendedora de produtos de beleza procurou uma associação e se formalizou para poder continuar no comércio ambulante.
A segurança jurídica de Neuza também alegra a carioca Dilma Affonso Matura, de 74 anos. Ela conta que vem a Brasília pelo menos cinco vezes por ano para visitar o filho e sempre passa pelo Setor Comercial Sul. “Se tirar essas feirinhas daqui, a cidade perde a graça”, brinca. “Que bom que agora todos estão trabalhando com mais dignidade.”
18.527Quantidade de produtos irregulares apreendidos pela Agefis na área central do Plano Piloto em 2016
Sem frequentar a região desde 2015, Cyenne Costa, de 28 anos, diz ter se impressionado com as mudanças. “Aqui era bem mais bagunçado, tudo ficava no chão”, recorda. “Com certeza, a sensação agora é de mais segurança.”
Desde setembro, a Agefis já faz operações diárias para o combate ao comércio irregular no setor. As ações ocorrem inclusive em fins de semana e feriados, com a presença de auditores e o apoio das forças de segurança. Neste ano, foram apreendidos 18.527 itens e recuperados 1.588,08 quilômetros de calçadas.

Ação integrada das Polícias Militar e Civil permitiu prender líderes de tráfico de drogas

Durante o ano, o efetivo policial no Setor Comercial Sul aumentou em 50%. A parceria entre as Polícias Militar e Civil possibilitou a prisão de pessoas que comandavam o tráfico de drogas na região. Segundo a oficial da Polícia Militar responsável pela área, tenente Adriana Almeida Vilela, a corporação prende média de sete envolvidos com o crime por mês. “Apreensões por uso e porte de entorpecentes são por volta de três ao dia.”
O efetivo policial foi aumentado, resultando em redução considerável dos crimes na região.
Aumento do efetivo policial reduziu consideravelmente os crimes na área. Foto: Andre Borges/Agência Brasília – 7.3.2015





Apesar de o trabalho ostensivo continuar, a tenente destaca que o policiamento ganhou cunho mais comunitário. A rotina envolve visitas e contato direto com os comerciantes, que têm acesso a um telefone específico para se comunicar com os policiais. “Isso deixa o atendimento mais rápido. Eles sabem quem somos, e, se percebem pessoas com alguma atitude suspeita, já ligam para quem está no plantão”, conta.

Melhorias urbanas e incentivo à cultura para aumento da segurança pública

Para a secretária Márcia, a organização e as melhorias urbanas do Setor Comercial Sul, como forma de contribuir para a segurança pública, são a materialização do Viva Brasília. “Estamos construindo soluções definitivas e possibilitando que o policiamento seja como ele deve ser: preventivo e comunitário.”
As ações para revitalizar a região envolveram ainda medidas como incremento na iluminação públicamudança no fluxo das vias e fomento a atividades culturais. Tudo como forma de incentivar a população a se apropriar do espaço público.
"Estamos construindo soluções definitivas para que o policiamento seja como deve ser: preventivo e comunitário"Márcia de Alencar Araújo, secretária da Segurança Pública e da Paz Social
Em 29 de setembro, ocorreu a última edição do ano do Quinta Cultural, que leva música e gastronomia ao setor. Foram 24 edições desde o início, em abril, e o projeto continua em 2017. Sob coordenação da Secretaria Adjunta do Trabalho, da pasta do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, as atividades têm parceria com a iniciativa privada.
Já a Administração Regional do Plano Piloto organizou em 14 de dezembro a última edição do ano de outro projeto que movimenta o Setor Comercial Sul: o Quarta Musical. Ele também será retomado em 2017. Em parceria com o Conselho de Entidades de Promoção e Assistência Social, a administração regional promoveu o primeiro arraial do local, com comidas típicas e apresentações artísticas.
O projeto Quinta Cultural levou eventos musicais e food trucks ao setor.








O projeto Quinta Cultural levou eventos musicais e food trucks ao setor. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília – 29.7.2016
Além disso, a Secretaria de Cultura apoia as iniciativas na área por meio do projeto Centro Vivo, publicação mensal distribuída em pontos públicos estratégicos, que mapeia e divulga  atividades na região.

                           Atenção a pessoas que vivem nas ruas

Outra preocupação da estratégia adotada no centro do Plano Piloto é a atenção a pessoas que vivem nas ruas. A Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, que faz o serviço de abordagem social, atendeu em novembro 19 pessoas, das quais quatro aceitaram ser encaminhadas a entidades de tratamento a usuário de droga conveniadas à pasta.
O trabalho também conta com o apoio de voluntários. Um grupo da Arquidiocese de Brasília, que reúne, por visita, média de 40 pessoas, leva alimentos e doações a quem fica no local.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Brasília Pomar: população pode colher frutos de 900 mil árvores

De manga a jaca, as opções não têm agrotóxicos e compõem o cenário da capital do País

Começaram mudas. Aos poucos, ganharam formas e tamanhos. Desenvolveram caules, flores e deram frutos. Ao ventar, não há silêncio nem quietude. Esbanjam beleza e conforto para quem quiser aproveitar a sombra. As árvores frutíferas de Brasília ostentam uma diversidade de sabores. Há cerca de 900 mil delas espalhadas pelas regiões administrativas. No pomar brasiliense, o cidadão pode colher goiaba, provar manga, levar jaca, catar amoras e aproveitar outros tipos de frutos que compõem a flora local.
Segundo a Novacap, há pelo menos 200 mil mangueiras em áreas públicas do Distrito Federal.
Segundo a Novacap, há pelo menos
 200 mil mangueiras em áreas públicas

O objetivo era usar as árvores para decorar os espaços urbanos, e o que era para ser apenas enfeite se tornou mais um atrativo. “A mangueira é uma planta bem ornamental, bonita, e se adapta ao clima da cidade, além de ser resistente à chuva”, afirma o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Rômulo Ervilha. Por esses motivos, esse tipo de árvore foi muito utilizado na época da construção de Brasília.
Ervilha conta que as primeiras mangueiras trazidas para fazer parte dos jardins de Brasília foram plantadas na Quadra 302 da Asa Sul. A árvore era comum nas antigas fazendas que ocupavam o Planalto Central. Moradores também levaram mudas da planta para perto das casas.

A enfermeira Soraia Nascimento, de 32 anos, estava de passagem pelo Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek quando decidiu colher algumas delas. “Lembrei-me da minha infância, quando eu tinha o costume de chupar manga no pé da árvore.” Para Soraia, é um diferencial de Brasília a presença de tantas árvores frutíferas à disposição dos moradores.Segundo a Novacap, há pelo menos 200 mil mangueiras em áreas públicas do Distrito Federal. Cada uma dá, em média, 300 mangas ao longo ano.


As árvores frutíferas estão espalhadas por Brasília 

A mangueira é a única árvore presente nas nove regiões com áreas públicas sob responsabilidade da Novacap: Águas Claras, Brazlândia, Ceilândia, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Plano Piloto, Sobradinho e Taguatinga.


A jaca é outra fruta que aparece com frequência em Brasília. No Cruzeiro, inclusive, há a Avenida das Jaqueiras, via que separa a região administrativa do Sudoeste. Esse tipo de árvore também compõe a paisagem de Águas Claras, do Lago Norte, do Lago Sul, do Plano Piloto e de Sobradinho.
Pés de jambo fazem parte do cenário de Águas Claras, de Ceilândia, do Lago Norte, de Taguatinga e do Plano Piloto. O jambeiro é encontrado no Cerrado e na Mata Atlântica, e os frutos costumam aparecer nos primeiros cinco meses do ano.




Típica da região, a cagaita aparece no Lago Norte e no Plano Piloto. Nessas regiões administrativas, assim como em Águas Claras, ainda é possível encontrar amoreiras.Limoeiro, goiabeira, tamarindo, cajueiro, jabuticabeira, pequizeiro e pitangueira também estão nas áreas verdes de Brasília. O Parque da Cidade reúne a maior diversidade de plantas em áreas públicas. No local, tamareiras, típicas do Oriente Médio, dão frutos que podem ser coletados pela população.
As árvores foram colocadas, inicialmente, para enfeitar Brasília. Essa decoração faz parte do cotidiano dos moradores.

Frutas sem agrotóxicos

De acordo com Rômulo Ervilha, o trabalho da Novacap com as frutas é plantar e podar. “A gente faz mais o plantio tipo ornamental e paisagístico. Não é como cuidar de fruta para o comércio.”
Ervilha garante que as árvores do DF não têm agrotóxicos ou outros tipos de conservantes. “Aqui não vai nem adubo, mais orgânico que isso não sei”, brinca. A companhia planta em média 100 mil mudas por ano. Desse total, cerca de 15% são frutíferas.
As árvores foram colocadas, inicialmente, para enfeitar Brasília. Essa decoração faz parte do cotidiano dos moradores. Em todo o ano, é possível ter acesso a diferentes produções da safra candanga. As frutas do pomar público compõem a mesa do brasiliense.
EDIÇÃO: PAULA OLIVEIRA

Governo regulamenta lei de 

food trucks   

Decreto assinado nesta quarta-feira (21) pelo governador Rodrigo Rollemberg estipula regras para estacionamento e autorização do uso de área pública


Foi regulamentada na última quarta-feira (21) a Lei nº 5.627, de 15 de março de 2016, que trata da venda de alimentos por veículos automotores ou rebocáveis adaptados, os chamados food trucks, em áreas públicas de Brasília. O decreto foi assinado pelo governador Rodrigo Rollemberg e estipula regras relacionadas a estacionamento, licença de funcionamento e outros quesitos que deverão ser observados pelos empreendedores.

Decreto assinado nesta quarta (21) estipula regras de estacionamento e uso de área pública para os food trucks do DF.
Decreto assinado nesta quarta (21) estipula regras de
 estacionamento e uso de área pública para os food trucks do DF.
 Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O texto determina, por exemplo, que a área máxima de ocupação pelo food truck seja de 40 metros quadrados contíguos — incluindo um possível espaço de complementação, onde poderão ser colocados mobiliários removíveis. Os pontos de ancoragem nesse caso devem ser de materiais revestidos e sinalizados para não machucar os consumidores ou alterar vias e calçadas.
Os caminhões precisarão ter espaço compatível para o recebimento de alimentos pré-preparados; pia, com papel toalha e sabão líquido; e equipamentos para acondicionar os produtos até o momento da distribuição. O decreto veda a veiculação de publicidade de terceiros e prevê apenas sinalizações próprias da atividade nos limites do veículo.

Ponto deverá ser escolhido longe de comércios

O decreto também definiu a distância exata que automóveis precisarão ter de pontos de gás; de instituições hospitalares; de local de embarque e desembarque de transporte coletivo; e de comércios, como bares, restaurantes e lanchonetes. No último caso, a distância deve ser de no mínimo 200 metros, a menos que haja um acordo formalizado entre o proprietário do food truck e os comerciantes do perímetro.
O caminhão não poderá estacionar no mesmo lugar durante dias consecutivos, por mais de três dias na semana ou por mais de 12 horas diárias.

Autorização para uso de área pública

O proprietário precisará de um termo de autorização de uso de área pública, pelo qual pagará preço público previsto no anexo do decreto. O valor, que varia de acordo com a área e o período em que o caminhão funcionará, pode ser pago em parcela única ou ser dividido em até seis vezes.
Para receber a autorização válida por seis meses (prorrogável por mais seis meses), é necessário entregar à administração regional responsável pelo espaço que deseja usar uma programação de trabalho. No documento é necessário especificar os dados do interessado; os alimentos a serem comercializados; e a identificação do veículo, com placa e modelo. Os pontos de parada deverão ter endereço de referência e coordenadas geográficas.
Caso os lugares propostos obedecerem a legislação específica, a programação deverá ser acompanhada pela anuência dos órgãos responsáveis. Isso se aplica, por exemplo, a parques e áreas de preservação.
LEIA
No caso de descumprimento de alguma regra prevista no decreto, as sanções aplicáveis, a depender do caso, são advertência, multa, interdição e apreensão de mercadorias, equipamentos e food trucks. O proprietário terá um prazo de no máximo cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, para a correção do problema.

Facilidades para microempreendedores individuais

Para sair da informalidade, o dono de food truck precisa ter CNPJ e pagar os impostos correspondentes. Uma das opções é tornar-se microempreendedor individual. Enquadra-se nessa categoria quem fatura até R$ 60 mil por ano ou R$ 5 mil por mês, não tem participação em outra empresa como sócio ou titular e contrata, no máximo, um empregado que recebe salário mínimo ou o piso das categorias de garçom ou cozinheiro, por exemplo.
Entre as vantagens para o microempreendedor individual estão facilidades para abertura de conta bancária, para pedido de empréstimos e para emissão de notas fiscais.
O empresário ainda tem direito a benefícios previdenciários, como auxílio-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria. O registro é feito no Portal do Empreendedor.
EDIÇÃO: PAULA OLIVEIRA

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Publicado edital de chamamento público para PPP do Parque da Cidade

Procedimento de manifestação de interesse ficará aberto até 23 de janeiro, prazo que os empresários têm para requerer autorização para desenvolver estudos

Empresários que queiram gerir o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek têm até 23 de janeiro para requerer autorização para desenvolver estudos técnicos do empreendimento. O governo de Brasília lançou nesta sexta-feira (9) edital de chamamento público para manifestação de interesse em firmar parceria na reforma, manutenção, modernização e operação do espaço. O extrato foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.
Empresários que queiram gerir o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek têm até 23 de janeiro para requerer autorização para desenvolver estudos técnicos do empreendimento.
Empresários que queiram gerir o Parque da Cidade têm até
 23 de janeiro para requerer autorização para desenvolver
 estudos técnicos. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília – 
 
O requerimento deve ser entregue à Subsecretaria de Parcerias Público-Privadas, no prédio da Secretaria de Fazenda(Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco A, Ed. Vale do Rio Doce, Sala 902), das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. A partir da autorização, os selecionados terão 90 dias para fazer os levantamentos e apresentá-los ao governo. As análises podem ser usadas como base para elaboração do edital de licitação.

Como é o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek

Com 4,2 milhões de metros quadrados, o Sarah Kubitschek é o segundo maior parque urbano do mundo, superado apenas pelo Phoenix Park, em Dublin, na Irlanda. Recebe, em média, 14 mil pessoas de segunda a sexta-feira e 37 mil nos fins de semana. Em eventos especiais, o público sobe para 80 mil.
4,2 milhõesDimensão em metros quadrados do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, o segundo maior do mundo em área urbana
O espaço é aberto todos os dias das 5 horas à meia noite. Dispõe de 49 churrasqueiras e 11 campos de futebol (três de grama e oito de areia). Quadras, são 29 — 14 delas poliesportivas, cinco de tênis e uma de frescobol. As outras nove são de vôlei de praia (5), de saibro (2) e de futevôlei (2). Existem ainda seis playgrounds, 16 banheiros e seis parques infantis.
Toda a infraestrutura é explorada hoje por 45 permissionários, entre áreas de diversão (Nicolândia Park), kartódromo, restaurantes, bares, serviço de massoterapia, quiosques e hípica.
Apesar de receber diversas atividades, o parque é deficitário. Em 2015, o governo arrecadou cerca de R$ 350 mil com receitas advindas de permissionários, eventos e publicidade, mas gastou cerca de R$ 5,5 milhões com limpeza, segurança, água e energia.
A ideia é tornar sustentável o uso do parque. “Este foi um ano de alavancar as parcerias. Espero que 2017 seja o de fazer sair do papel, para termos espaços com melhor gestão e menos gastos públicos”, diz o subsecretário de Parcerias Público-Privadas, da Secretaria de Fazenda, Rossini Dias.

Projetos de parceria público-privada do governo de Brasília

Outra novidade é a permissão para dois consórcios desenvolverem estudos no Complexo Esportivo e de Lazer do Guará. Um deles optou por fazer levantamento para o Estádio Otoni Filho, o Ginásio de Esportes e o Clube Vizinhança, enquanto o outro apenas para o Kartódromo Ayrton Senna.
“Este foi um ano de alavancar parcerias. Espero que 2017 seja o de fazer sair do papel, para termos espaços com melhor gestão e menos gasto público”Rossini Dias, subsecretário de Parcerias Público-Privadas
Também em fase de estudos estão os projetos da iluminação pública, o da Transbrasília e o do Shopping Popular de Brasília. No âmbito da Secretaria de Fazenda, o mais avançado é o andamento do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, já com edital de licitação lançado.
Sob domínio da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), estão em curso os projetos de parcerias do Arenaplex, nome dado ao Complexo Esportivo Ayrton Senna, do Mirante Flor do Cerrado e da nova saída norte, todos em fase de estudos.
Quase tão avançada quanto a do Centro de Convenções está a concessão da estação do metrô Estrada Parque, feita no âmbito da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O projeto está no Tribunal de Contas do Distrito Federal.
Mais informações em www.parceria.df.gov.br.
Procedimento de manifestação de interesse para PPP do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek
Até 23 de janeiro, de segunda a sexta
Das 9 às 17 horas
Entrega de requerimentos na Subsecretaria de Parcerias Público-Privadas, da Secretaria de Fazenda — SBN Quadra 2, Bloco A, Edifício Vale do Rio Doce, 9º andar, Sala 902
Contatos: (61) 3312-8493 e ppp@fazenda.df.gov.br
Mais informações em www.parceria.df.gov.br.
EDIÇÃO: VANNILDO MENDES

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

 Mapa hidrográfico do DF é atualizado depois de 10 anos

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Secretaria de Meio Ambiente 




 A Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) lançou nesta última quinta-feira (8) o novo mapa hidrográfico do Distrito Federal, que não era atualizado desde 2006. O Conselho de Recursos Hídricos (CRH) aprovou resolução em 2015 para a adoção da base hidrográfica comum utilizada na publicação.

Os técnicos tiveram por critério cobrir o máximo possível do território na elaboração do novo mapa, segundo a gestora de políticas públicas da Sema-DF, Irene Mesquita. A versão digital ficará disponível na página da Sema-DF a partir do dia 9 de dezembro.

Foram produzidos 2.500 exemplares, impressos nas duas faces e serão distribuídos prioritariamente aos órgãos públicos que trabalham com a água no DF. O mapa foi feito na escala de redução 1:115.000 (um centímetro corresponde a 1,15km).

O mapa mostra a diversidade de nascentes, a estrutura geológica e a vegetação dominante. E que esses cursos d’água constituem-se “em um berço das águas, uma região de cabeceiras que abrange divisores de drenagens de três grandes regiões hidrográficas brasileiras (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Paraná)”, informa a publicação em seu verso.

Segundo Irene, o trabalho foi coordenado pela equipe técnica do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e pelo Conselho de Recursos Hídricos (CRH-DF). “O ZEE se deparava com a situação de não ter uma base hidrográfica comum para realizar um melhor diagnóstico da situação da água em Brasília”, conta a gestora.

O CRH também identificou a necessidade de atualização quando começou a estudar o enquadramento dos corpos d’água do DF – o critério adotado pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para definir usos e qualidade dos mananciais. A base hidrográfica comum é importante porque todas as instituições poderão utilizar o mesmo mapa, explica Irene.

“A importância dessa publicação é que ela já está revisada com os nomes dos cursos d’água”, destacou a gestora. As organizações terão até 2030 para se adequarem à utilização do novo mapa.

Inauguração da nova sede do Cirat

Na ocasião, o mapa foi apresentado à sociedade durante a inauguração da nova sede do Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade (Cirat), no Jardim Botânico de Brasília (JBB). O WWF-Brasil doou as instalações para o Cirat realizar pesquisas sobre a água.

Com informações da Agência Nacional de Águas.